sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sábado

Penso que neste momento já toda a gente sabe da situação que o país está a atravessar, ou melhor, da situação que os nossos políticos estão a querer fazer-nos passar e quem não sabe está mesmo fora de orbita. Por isso, o melhor é ir urgentemente comprar a sábado desta semana, porque tem um artigo que explica tintim por tintim aquilo que nos está reservado para os próximos tempos. Os aumentos sistemáticos, os impostos aplicados e os que estão para vir, fazem-se contas ao dinheiro “roubado” a cada um de nós e ao que ainda vamos perder, digamos que é um verdadeiro artigo de horror, mas que vale a pena ficar a conhecer. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Eclético

Como já deve ter dado para perceber, em termos musicais sou muito eclético. Tanto vibro com um tema de dança como a seguir me delício com uma balada, e que ninguém se admire dos meus gostos pois são bastante diversificados e de extremos, onde há espaço para a chamada musica “pimba” e a clássica. Na música como na vida, sou de antíteses, que é como quem diz, tenho gostos variados.
A propósito de música clássica e de um filme que vi agorinha mesmo pela noite dentro, o tema de abertura é uma bonita peça instrumental de Roque Baños, que não podia deixar de fazer aqui referência. Em relação ao filme espanhol, Segunda Piel, de 1999, aborda o tema da bisexualidade sem preconceitos nem puritanismos, mas penso que aos dias de hoje esta abordagem está um bocado démodé, contudo não deixa de ser um bom filme.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

YA BB

Os Romenos continuam a dar cartas na música de dança. Desde os O-zone (da Moldávia), que os grupos de leste não param de lançar musicas e ritmos perfeitos. Da Roménia já chegaram os Akcent, Inna e Edward Maya, chegou agora a vez de Play & Win com o tema Ya BB. É pra dançaaarrrr.


Cozinheiro

Aprecio muito mais uma mulher na cozinha do que um homem. Tem outra graciosidade, outra delicadeza, outra doçura. Talvez seja das minhas recordações de infância: uma avó que fazia verdadeiras delícias quando eu chegava da escola, que fazia um incrível pão-de-ló do mais tradicional que existe, que mimava os netos com hambúrgueres, bifes do lombo e batatas fritas, que se desenrascava com mestria numa cozinha primária e minúscula. Por outro lado, tenho uma mãe que é uma cozinheira soberba e por mais que eu faça mil e um pratos diferentes e que inove nas invenções, jamais conseguirei igualar um prato dela, daí que ir comer a casa dos meus pais tem aquele sabor único e reconfortante que não se tem em mais lado nenhum, mas penso que é assim com todos nós.
A minha experiência na cozinha vem desde os 20 anos. Confesso que antes de ir estudar para fora, não cozinhava de todo e mesmo nos primeiros anos levava os taparueres cheios de comida caseira para não passar fome ou não me encher de hambúrgueres e pizzas durante a semana. Mas á medida que o tempo passou comecei a querer experimentar e cada semana que passava fora de casa era como um estágio. Cozinhava por intuição e não me recordo de querer copiar receitas da televisão ou das revistas, recordo-me sim de me inspirar naquilo que via a minha mãe fazer em casa.
Depois que acabei o curso, voltei a casa dos pais e até ir morar sozinho passaram 5 anos. Durante esse tempo, fui novamente zero na cozinha, até que o grande salto deu-se em 2007 e desde aí nunca mais parei. Cozinho diariamente, com poucas repetições e sou capaz de fazer tudo, mesmo que não fique um primor, pelo menos tentei. Mas confesso que nos tempos que correm, com este boom de cozinheiros e programas de culinária, é difícil não ser influenciado ou não lhes ir buscar alguma inspiração, mas afianço que nunca faço um prato literalmente como o vejo.
Comecei a ver o novo programa do Jamie Oliver sem grande atenção, porque não é dos meus cozinheiros preferidos, sempre o achei muito trapalhão e exagerado nos condimentos. Mas este Jamie’s 30 Minute Meal despertou o meu interesse quando percebi e achei inacreditável conseguir fazer uma refeição completa em apenas 30 minutos. O cenário descomprometido não distrai, as loiças usadas têm piada, os condimentos continuam a ser puxados, mas no final é apresentada uma mesa composta, ligeiramente boémia e cheia de coisas com bom aspecto, no fundo é isso que me encanta.

Poême

Se há anuncio que me ficou na memória, foi sem dúvida este Poême da Lancôme. Há qualquer coisa de mágico nestas imagens, de romântico, de doce, de etéreo e de grande beleza. A actriz Juliette Binoche é a musa deste pequeno poema, que declamado em francês ganha a confirmação da mais bela língua do mundo. A inocência e a serenidade, fazem destes curtíssimos 29 segundos, os mais sublimes da história da publicidade.

 1995
 
1996

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Levi's

A campanha da Levi’s Go Forth 2011 está muito bem conseguida. Com imagens sedutoras em jeito de videoclip e fragmentos do poema “The Laughing Hearts” de Charles Bukowski, tentam passar-nos uma mensagem emotiva através de uma linguagem positivista. Como que um incitamento para criar mudança no mundo, fazendo crer que não devemos cruzar os braços mas lutar contra as adversidades. Tudo muito bonito, cheio de boas intenções, mas o que tem isto a ver com as calças!? É um jogo psicológico, um tipo de publicidade que procura hipnotizar consumidores incautos. Sigam as palavras do poema e não se deixem levar.

Levi's® Go Forth (2011)

Agora vejam as diferenças nesta campanha para as Levi’s 501 de 1994. O instrumental da música “Inside” dos Stiltskin faz toda a diferença. Quem não se lembra?

 Levi's 501 (1994)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Setembro

Setembro começou com chuva. Como eu gosto deste tempo, é o premeditar de um Outono a chegar, a minha estação do ano predilecta. Setembro deveria trazer alguma nostalgia, do Verão, da praia, das férias passadas… mas este ano nada disso aconteceu. Não houve um Verão típico, praia quase nem vê-la e as férias continuam forçadas. Mas Setembro é a porta aberta para as chuvas, as folhas que mudam de cor, os frutos secos, o forno que aquece o ambiente, o cheiro a compotas e bolos, o tempo que arrefece, o desejo de cobertores… um lar quente. É também tempo para recordar músicas doces e melancólicas. Que venha Setembro.

 Natalie Imbruglia - Come September

Desemprego

É estranho no dia em que as férias acabam ficar a saber que elas vão-se prolongar sem querer. Trocando por miúdos, desemprego anunciado essa é que é essa. As já famosas colocações têm destas surpresas, no final do mês de Agosto lá estão milhares de pessoas com o coração a palpitar à espera de saber o que o futuro lhes reserva e por normal nem sempre é coisa boa. Este ano foi uma razia, com os cortes anunciados e os horários escassos, muitos contratados que até aqui tinham colocação, viram-se literalmente descartados.
Não sei se isto acontece noutras profissões, mas ao fim de 9 anos de serviço não deveria estar a subir na carreira em vez de regredir? Uma pessoa não devia estar estável no mesmo local de trabalho em vez de andar a pular? E porquê ainda esta expectativa tipo roleta russa todos os finais de Agosto?
Percebe-se que nos primeiros anos de serviço a situação seja naturalmente precária, mas já passou e sobrevivi. Agora ao fim de 9 anos, quando se pensa que a estabilidade chegou, quando ao fundo do túnel existe uma quase certeza que todos os anos haverá um lugar garantido, vem um novo ministro e as leis mudam, vem uma crise económica e os professores são os culpados! Assim não existe estabilidade possivel e pelo rumo que isto leva serei contratado a vida toda, senão outra coisa pior. Bons velhos tempos quando um professor era respeitado, tinha estatuto e uma vida regalada. Agora não é nada assim. O que está a dar é ser político, jogador de futebol, jornalista e padre. Quem me dera ter outra opção profissional, mas é só isto que sei fazer!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Férias

Férias. Estive de férias dois meses. Tenho noção que ao dizer isto, alguns vão considerar uma blasfémia e outros vão se roer de inveja, mas não tenham, a sério. As férias foram basicamente passadas em casa, alguns passeios aos fins de semana e uma ida à praia apenas. Com N sempre a trabalhar sem férias há 2 anos, já nem sei o que é passar uma semana fora de casa e as últimas férias de praia que tive já remontam ao Verão de 2009. Mas creio que, mesmo que houvesse tempo, o tempo não ajudava, pois neste Verão que deixa a desejar já houve de tudo um pouco, chuvas imprevistas, ventos, trovoadas e noites geladas. Ao menos assim já não se lamenta tanto a falta de praia, até porque os tempos são de crise generalizada, até por estas bandas.
Entretive-me com aquilo que tinha à mão, ou seja, internet a toda a hora e até altas horas. Descobri o mundo dos blogs, explorei-os, encontrei preferidos e ódiozinhos de estimação, critiquei, elogiei, escrevi o que me apeteceu e dediquei-me ao meu próprio blog, estas Crónicas da Vida (que belo nome não acham!). Pouco ou nada fiz em casa. O jardim mudou de cara pela décima vez. Dormi imenso. Cozinhei bastante. Cusquei programas de culinária. Vi filmes fresquinhos sem ir ao cinema. Apapariquei os 5 gatos. Gastei dinheiro sem poder e ainda sofri um assalto inesperado do senhor IRS. Tudo regado com muita música, sempre.
Como tal e em jeito de despedida de Verão, até porque lá fora o dia está encoberto mais uma vez, aqui fica a mais nova da Leona Lewis “Collide”, que é daquelas que se gosta à primeira.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Feiras

O meu passatempo mais recente tem sido "garimpar" Feiras de Velharias e tenho-o praticado quase todos os fins de semana. Nota-se que este conceito tem sido largamente explorado nos últimos anos e hoje em dia praticamente todas as cidades têm a sua feira mensal. Tenho preferência pelas que se realizam mais perto, mas no sábado passado fui à de Coimbra, e das que já visitei, foi sem duvida a maior e a que apresentou peças com melhor qualidade. Ali encontrei móveis, grafonolas, rádios, livros, jóias e um sem número de objectos de decoração centenários e de valor. Percebeu-se logo que os vendedores eram antiquários e não pelintras como os que se encontram na Feira da Ladra, o que concedia uma certa atmosfera de glamour vintage a toda a Feira. É isto que faz a diferença entre velharias e antiguidades… e dai os preços praticados.
Esta casa tem assumidamente um estilo campestre e rústico, como tal, o ambiente que se pretende pede objectos com história e memória que só as antiguidades conseguem ter. Um ano e meio depois, ainda há espaços à espera de móveis, paredes a precisar de quadros, molduras a pedir fotografias e recantos que aguardam peças carismáticas, objectos que dificilmente encontrarei nas habituais lojas de decoração, o que faz as Feiras ganharem um interesse crescente.
Contudo, toda esta atenção tem o seu quê de ironia, encontrámos a casa cheia de coisas velhas, esvaziámo-la e agora queremos enche-la de novo com ares do passado… se calhar é para isso que está destinada! Pois a experiencia diz-me que existe uma linha ténue entre o que se rejeita e o que se aproveita, passamos uma vida a desfazer-nos de coisas só porque são velhas até que um dia começamos a olhar para elas de outra maneira e aí damos-lhes algum valor.


domingo, 28 de agosto de 2011

CK One Shock

Subitamente dois dos meus perfumes acabaram ao mesmo tempo. Pensei logo em repô-los, porque quando gosto muito de uma coisa, gosto para sempre. Andei a ver mas fiquei com a impressão que os perfumes aumentaram de preço nos últimos tempos e por isso ainda não comprei nenhum, contudo vi-os na internet a preços super acessíveis, mas lá está, serão genuínos?
Recentemente dei por mim a olhar para mais uma reinvenção do icónico e unisex CK One. Para além do já conhecido e sazonal CK One Summer, surge agora o CK One Shock, em versão para ela e para ele. No que toca ao aroma é bastante diferente do original, muito floral, muito intenso, muito vibrante, daqueles que ficam na pele horas e que se detectam á distancia. Adorei instantaneamente. Estava decidido, era este o meu novo perfume. 
O CK One tem mantido o seu status como ícone global e a mesma fragrância desde o seu primeiro lançamento em 1994 (como já falei aqui). Com a introdução deste CK One Shock faz-se um ajuste às necessidades dos consumidores de hoje, mas mantendo as premissas originais do CK One – autenticidade e acessibilidade. Se antes a palavra de ordem era partilhar, com o Shock a ser lançado em duas versões, o lema é para aqueles que simplesmente não querem partilhar.   
A curiosidade levou-me a querer ver a campanha deste novo CK… e lá aparece um gang de malta jovem, fresca e talentosa: a modelo Lara Stone, a DJ Alice Dellal, a cantora Sky Ferreira, as modelos Ruby Aldridge, Wang Xiao, Herieth Paul, o boxer Robert Evans, o modelo Aaron Frew, o rapper Yuri Pleskun, o músico Ian Mellencamp, o artista Viggo Janason e o cantor Tomoaki Kurata, todos fotografados por Steven Meisel e dirigidos num vídeo cheio de luzes strobe e flashes a lembrar os clubes nocturnos e a night life, tudo muito Nineties pois claro.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Stay

As Shakespear’s Sister foram um duo formado pela inglesa Siobhan Fahey (ex Bananarama) e a norte americana Marcella Detroit (ex back vocal de Eric Clapton), que alcançaram grande sucesso no início dos anos 90. Após dois álbuns bem sucedidos e vários hits, tais como Stay e Hello, a tensão entre as duas levou ao fim do duo em 1993. Siobhan continuou como único membro até 1996 e após um hiato de vários anos, ressuscitou o nome das Shakespear’s Sister lançando em 2009 um novo álbum.
Até hoje e para sempre me lembrarei delas, da ambiência característica dos anos 90, da atitude irreverente e teatral, das indumentárias, dos vídeos, mas principalmente do talento vocal e dos agudos de Marcella Detroit que davam às músicas uma amplitude única. Com 20 anos de distância, este Stay tem a particularidade de ainda me provocar arrepios.


 A Última Actuação (Memoravél)

Em 2010, Marcella Detroit no programa britânico, Pop Star to Opera Star, a interpretar "Queen of the Night Aria", no que diz respeito a Ópera é talvez a minha ária favorita.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Asos

Desde que li no blog da Pipoca que comprava roupa no site da Asos (http://www.asos.com/Men/) que tenho ido regularmente ver o que por lá se vende. Para dizer a verdade encontrei uma secção outlet com coisas interessantes e a preços muito convidativos, com a vantagem dos portes serem gratuitos. O senão da coisa é mesmo comprar roupa pela internet, sem experimentar, sem um espelho à frente… ando tentado, mas não sei se serei capaz de tal coisa.
Contudo, no mesmo site encontrei outra secção igualmente interessante, a Markeplace (https://marketplace.asos.com/?dp=1) destinada a todos aqueles que andam às compras, que querem vender algo ou que andam apenas à procura de inspiração para um estilo, neste caso assumidamente Vintage.
Por muito que goste desses tempos e de ainda ter alguma roupa com mais de 15 anos no guarda-fatos, não tenho estilo nem vida para usar certas coisas sem que parecesse que estava no Carnaval. Contudo, encontrei algumas peças bastante sóbrias, que me fariam muito feliz e que assinalei nas imagens que se seguem: as camisolas de lã, o casado com gola de pêlo, o casaco militar, as malas de pele, os sapatos “brogues” e as botas militares com fivela de lado (cheguei a ter umas, que saudades!). Na Marketplace o senão é mesmo o preço e os portes de envio que chegam a ser bastante elevados para as peças em causa.








sábado, 20 de agosto de 2011

Clare

Já tinha ouvido mas ainda não tinha prestado a devida atenção a Clare Maguire. Hoje dediquei-me a descobri-la e RENDI-ME.
Clare é britânica e detentora de uma voz forte e grave. Explora o género pop alternativo e electro e há já quem a compare a Annie Lennox. Pois eu às primeiras notas senti um déjà vu a Florence and The Machine, mas isso tem uma explicação, Clare pertence a uma nova geração de cantoras Inglesas, todas entre os 23 e 24 anos, que muito recentemente começaram a destacar-se no panorama musical actual. Florence and The Machine, La Roux, Jessie J., Adele, Ellie Goulding, Natalia Kills e Marina and the Diamonds (que já aqui destaquei), são algumas dessas meninas com vozes e estilos singulares e que todos vamos descobrir e render-nos nos próximos tempos.
Este ano Clare lançou o seu álbum de estreia Light After Dark, e já conta com 3 singles. 

 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Natureza

Acho que já não é novidade para ninguém que as condições climatéricas e atmosféricas do planeta estão a mudar a uma velocidade considerável e é raro o dia que uma catástrofe não faça parte do noticiário. São tsunamis inesperados, terramotos avassaladores, vulcões que acordam, tempestades súbitas, tornados em sítios improváveis, cheias e desabamentos de terra impressionantes.
Chamem-me agoirento, mas à medida que 2012 se aproxima, um ano de muitos acontecimentos, mas também de muitas crenças e avisos milenares, parece que estas situações estão a ocorrer em maior número e com maior intensidade. E não é por indução do filme… as coisas estão realmente a mudar.

 

 http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/article731971.ece

Tempestade na Bélgica 18/08/2011

 

Palco desaba nos EUA 14/08/2011

 

Tornado na Rússia 01/08/2011 

 

 Tempestade de Areia no Arizona 06/07/2011

 

Terramoto em Espanha 11/05/2011

 

 

 Tsunami e Terramoto no Japão 12/03/2011

 

 

  Terramoto na Nova Zelândia 22/02/2011

 

Depois de ver todos estes acontecimentos ocorridos este ano, dá que pensar e temer o que virá mais por aí. Podem não acreditar, mas eu digo que são avisos que a Natureza nos está a enviar para algo muito pior, pode não ser para já, mas está em iminência... o Mundo tal como o conhecemos está a transformar-se.
Para quem ainda tiver apetite… bom 2012, um filme cada vez mais actual.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Portugueses

Portugueses pelo Mundo é dos melhores projectos que a televisão portuguesa já produziu alguma vez. Apesar de ser uma adaptação de um programa espanhol (admirava-me se fosse uma ideia origina!) tem todos os ingredientes necessários para ser um produto perfeito. Dinâmico, sucinto, visualmente apelativo, com histórias contadas na primeira pessoa, imagens e relatos que captam o essencial da cidade apresentada e que passamos a querer também explorar e conhecer. Curiosamente não tem na apresentação nenhuma celebridade a chamar audiências e na verdade não necessita, são portugueses desconhecidos que relatam a sua experiencia, vida e quotidiano num pais distante, sendo eles os reais protagonistas do programa. É o que se pode chamar de um serviço público simples, atraente e eficaz.
Oh gente responsável pelo extinto Boarding Pass, ponham os olhos nisto e vejam como se faz um bom programa televisivo, convincente e com certeza numa versão low budget. Estou certo que depois de assistir a um episódio destes se fica a conhecer o dia-a-dia de uma cidade e os seus pontos de interesse que vão muito além dos hotéis, restaurantes finos e monumentos da praxe… E dispensamos sem lamentos, uma apresentadora que muda de roupa 10 vezes por programa e que passa o tempo todo a fazer carinhas e poses de miss em vez de mostrar o que realmente interessa!
Quanto a estes Portugueses, os primeiros programas em horários incertos apanharam-me desprevenido e só me tornei espectador assíduo na 2ª e 3ª temporada. Novamente apanhado de surpresa (não devo andar bem informado ou a promoção é pouca) a RTP começou este domingo a emitir a 4ª temporada e a coisa promete, pois vai-nos levar à descoberta da vida escolhida pelos portugueses em paragens como Veneza, Santiago do Chile, Dublin, Chigado, Seul, Moscovo, Dubai, Banquecoque, Havana e Miami. Fiquei também a saber que a 1ª temporada foi lançada em DVD e já se encontra á venda.
Recomendo vivamente a seguirem este programa e já agora a comprar o DVD.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Política

Política é um assunto delicado de discutir e no entanto tão corriqueiro na boca do povo. Toda a gente opina nas leis do país e nas medidas que são tomadas, grande parte compreende mas a maioria não aceita, no entanto ninguém faz nada para mudar o rumo dos acontecimentos. A prova do que digo é esta monotonia de governos que vamos tendo, é a politica á vez, ora a semi-direita ora a semi-esquerda e não passamos disto. As coisas podem mudar um bocado, as caras e as atitudes, mas não tem adiantado muito e eis a situação económica e social que estamos a viver. Resumindo: se esteve lá um que fez porcaria da grossa, foi para lá outro que na ilusão de estar a emendar os erros, está a fazer pior e a levar-nos à ruína.
Cada um tem a sua ideologia (se é que isso ainda existe!) e eu tenho a minha que se foca na premissa, que o meu voto é e será sempre naqueles que ainda não estiveram lá e que ainda não tiveram oportunidade de provar do que são capazes. Desde que exerço o voto que o faço no mesmo partido, até ao dia que mostrarem a sua governação e me desiludirem ou não. Até esse dia, longínquo me parece, não serei um vira casacas. Daí me repudiar aqueles que votam sem convicções, que o fazem pelas caras e que alternam a cruzinha como se isto fosse um boletim do euromilhões.
Eu não gosto de políticas, de governantes, de leis, de medidas de austeridade, de me fazerem a vida negra, de ter uma situação profissional a piorar, de ver abismos sociais, de vidas glamourosas à custa do futebol, politica e televisão - os chamados intocáveis, de cismarem com a função pública como se eles fossem os culpados de tudo, de tirarem sempre aos mesmos e de quererem tirar sempre mais, por tudo isso, hoje deu-me para isto.
Deu-me para isto porque vão aumentar o IVA do gás e da electricidade e vão fazer estragos na vida de quem já tem pouco. Deu-me para isto porque vejo Grécia, Egipto e Londres em manifestações e revoltas, e vejo um Portugal pacífico, sem pêlo na venta incapaz de uma acção de desagrado, não que os outros tenham ganho alguma coisa com isso, mas pelo menos a união e a palavra de ordem estava lá. Um governo não pode ser mais forte que uma população em fúria e o que aconteceu no Egipto foi prova disso. Deu-me para isto porque vejo as coisas a piorar em vez de melhorar. Deu-me para isto porque me chocam as privatizações que o governo anda doido para fazer. Deu-me para isto porque não gosto de ver um governante já na idade da reforma a exercer e a receber num lugar que poderia ser de outra pessoa… e hoje dei o braço a torcer pelas palavras de Mário Soares que disse algo sábio, mas nada que eu ou muitos de nós não tenhamos já pensado ou dito.
Qual é a deles agora de querer vender tudo que é nacional!? Será possível que a solução para saldar as dívidas é vender Portugal aos Estrangeiros!? Cheira-me que esta medida vai-nos sair muitíssimo cara no futuro.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Puyo

Inspecção, selo, seguro, revisão, bla bla bla, porque é que um carro tem que ter tanta picuinhice, não basta comprar e andar? Bolas, se já está pago, para que raio é preciso um selo, não o quero enviar por correio para lado nenhum! E a inspecção, já basta as vezes que vai á oficina ainda querem encontrar defeitos para nos fazer puxar da carteira mais vezes! Estas tretinhas aborrecem-me tanto que às vezes até me esqueço que existem.
Para mim um carro é para andar. Se compensasse em tempo e dinheiro acredito que era capaz de ir de carro para qualquer sítio do mundo. Já fui a Paris e ao Sul de Espanha a conduzir, outros tempos… mas se não fosse um fartote de estrada e quilómetros acho que era capaz de mais aventuras do género.
Gosto de carros citadinos, monovolumes, redondinhos com cara de nave espacial, daí por vezes me encantar com protótipos de fazer os olhos em bico.
Foi em 2007 que descobri o PUYO da Honda, apresentado num Auto Show em Tokyo. A maquinaria japonesa não sei se é muito fiável, mas aquele carro é a coisa mais incrível do mundo. Compacto, roda 360 graus, carroçaria em borracha, sim em borracha, entre outras invenções brilhantes. Não percebo porque não se passou á sua fabricação imediata. Aos meus olhos tinha sido descoberta, finalmente, a solução para grandes problemas rodoviários. Um concept é um concept, é como um brinquedo de um filme de super heróis, mas este pedaço de futuro era mesmo o que estávamos a precisar… e eu queria um.
Mais informação aqui http://pt.6i6i.ru/honda-puyo



sábado, 6 de agosto de 2011

Espacial

The Sound of Arrows são uma banda Sueca (como eu gosto de toda a música que vem de lá, não tem explicação!), formada por Oskar Gullstrand e Stefan Storm, que se dedicam à música electrónica com clima oitentista que muito faz lembrar Pet Shop Boys mas numa versão mais cool e espacial.
Já é oficial a minha paixão por músicas inspiradas nas décadas de 80 e 90, dai este som com alma e visual retro me terem instantaneamente apaixonado.
Os The Sounds of Arrows têm 3 vídeos com uma estética absolutamente encantadora, inspirada em mundos fantásticos e mágicos. Into the Clouds é como que o passaporte para um peculiar mundo celestial onde tudo é cor-de-rosa. Nova é já uma música para a vida. E Magic é forte candidato ao prémio de vídeo do ano.Vejam e encantem-se.
 



terça-feira, 2 de agosto de 2011

CD #1

Para celebrar o Verão fiz uma selecção das músicas mais frescas e inspiradoras que tenho conhecimento. Estas são as 16 músicas que me movem, que me fazem dançar, que me põem a sonhar com destinos remotos, que me lembram praia, mar, calor e festas. Algumas não sendo deste ano são intemporais, outras são produto nacional a provar que aqui também se faz boa música de dança e outras apresentam os sons mais actuais dos DJS do mediterrâneo. Enjoy.

01 TIM BERG - SEEK BROMANCE
02 ALEX GAUDINO - I'M IN LOVE (I WANNA DO IT)
03 ATB - COULD YOU BELIEVE
04 STELLAR PROJECT - GET UP STAND UP
05 DIEGO MIRANDA FEAT LILIANA - IBIZA FOR DREAMS
06 PEDRO CAZANOVA INVITES ANDREIA - SELFISH LOVE
07 PEDRO CASANOVA INVITES FILIPA - MY FIRST LOVE
08 PETE THA ZOUK  MASTERCRIS FEAT. ABIGAIL BAILEY - I AM BACK AGAIN
09 RECKLESS - THE END
10 LUCENZO FEAT BIG ALI - VEM DANÇAR KUDURO
11 ANDREA BANICA & DONY – SAMBA
12 LORENA SIMPSON FEAT FILIPE GUERRA - BRAND NEW DAY
13 DJ PROJECT - MIRACLE LOVE
14 EDWARD MAYA FEAT VIKA JIGULINA - STEREO LOVE
15 EDWARD MAYA - THIS IS MY LIFE
16 AKCENT - LOVE STONED