Quem passa por esta casa a primeira coisa que repara é no alpendre em forma de arco e logo de seguida na sua arquitectura, chegando a supor que outrora teria sido uma escola primária. Hoje com a vedação o arco não é tão perceptível do lado de fora, contudo já pensei em baptizar a moradia como a “Casa do Arco”.
terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Exterior
Neste antes e depois podemos ver o caos que se instalou no exterior. Durante vários meses pilhas de tijolos e montes de areia foram o postal de visita. As coisas estiveram mesmo imundas e feias, mas nada se faz sem um bocado de sujidade. Era fundamental levantar os muros, colocar vedação e um portão, se queríamos privacidade e ter animais de estimação.
Casa
Após dois anos a viver num apartamento alugado na cidade, decidimos em Setembro de 2009 começar a procurar casa para comprar. Preferencialmente uma com traça antiga e com terreno, porque apreciamos edifícios com história, campo para respirar ar despoluído e espaço para conviver com a natureza. Ao fim de alguma busca, a atenção recaiu sobre esta casa que já tinha visitado alguns anos atrás. Com mais de 50 anos, precisava de bastantes obras para se tornar habitável e confortável, mas tinha tudo para ser o nosso futuro lar. Podíamos salva-la do abandono e recuperá-la ao nosso gosto, seria a nossa obra-prima. Localizada numa vila a poucos quilómetros da cidade, de fácil acesso às estradas principais e a poucos minutos dos nossos actuais locais de trabalho eram vantagens que também tivemos em conta na hora de decidir.
Depois de poucos meses de negociações e burocracias, no final do ano fez-se a escritura e no princípio de 2010 começaram as obras. Três meses depois, a 14 de Março, mudámo-nos.
Todos os momentos foram registados para a posteridade, por isso vou dedicar os próximos posts a esta Casa, mostrando o antes e o depois numa verdadeira recriação estilo querido mudei a casa, ou melhor que isso, pois mais que uma mera decoração, foi uma reconstrução quase total.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Paisagem
A vista cá de casa por volta das 18 horas numa tarde de Junho. Paisagem rural com os campos cultivados de milho e os bois no pasto. O verde das árvores predomina num quase Verão.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Eclipse
Por muito que goste de cinema, não sou fã da saga Twilight. Acho demasiado teenager e fora de moda. Todo o clima, o enredo, diálogos e actores pretendem incutir aos adolescentes de hoje valores e modos de vida do tempo das avozinhas. Romance á moda antiga! Casamento na adolescência! Virgindade até ao casamento! Enfim, um sem número de balelas completamente desactualizadas. Mas vamos encarar isto como serviço público, a ver se as criancinhas assimilam alguma coisa e deixam de querer viver tudo cedo e rápido demais e aprendem a saborear os momentos com mais moderação e a viver as coisas na altura e na idade certa.
Á parte da história interminável, que se vai arrastar por cinco filmes, não deixam de ser filmes bonitinhos. Apesar de ter muitos momentos onde nada se passa e apenas temos que levar com o ar sem sal da Kristen Stewart que ora faz olhinhos de mosca morta ao vampiro ora põe o lobisomem em águas de bacalhau, é que não há muita paciência para isto. Vá lá, no final do terceiro filme se decidiu, mas só mesmo no final. Talvez por isso ganhei apetite para os dois filmes que se seguem.
Contudo o motivo deste post é uma música que acompanha a banda sonora. Metric – Eclipse (All Yours). É daquelas musicas “take my breath away” e a letra tem tudinho haver com o que se passou neste filme. Muito bem conseguida.
Metric - Eclipse (All Yours)
Other lives always tempted to trade
Will they hate me for all the choices I've made
Will they stop when they see me again?
I can't stop now I know who I am
Now I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to the grave
And all my life starts now
Tear me down they can't take you out of my thoughts
Under every scar there's a battle I've lost
Will they stop when they see us again?
I can't stop now I know who I am
Now I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to the grave
And all my life starts
I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to a grave
And all my life starts starts now
Will they hate me for all the choices I've made
Will they stop when they see me again?
I can't stop now I know who I am
Now I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to the grave
And all my life starts now
Tear me down they can't take you out of my thoughts
Under every scar there's a battle I've lost
Will they stop when they see us again?
I can't stop now I know who I am
Now I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to the grave
And all my life starts
I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to a grave
And all my life starts starts now
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Cavaliers
Ouvi pela primeira vez os Cavaliers of Fun há dias num programa da Sic Radical. À primeira audição, fazia-me lembrar Loto, um grupo de Alcobaça surgido em 2001, com uma sonoridade electro muito semelhante. Foi então que descobri o óbvio, ao que parece os Loto pararam mas surgiram novos projectos de alguns elementos da banda, como Ricardo Coelho aka Ricco Vitali, o vocalista, que agora se aventura com esta nova experiencia musical.
O som pode-se definir como música pop futurista, como uma viagem espacial envolta numa atmosfera 80’s renovados e com efeitos. Exactamente como eu gosto.
É bom saber que quem tem talento continua. Sem dúvida uma banda a descobrir nos próximos tempos!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Horta
Entramos em Junho e deixa-me cá ver em género de balanço o que se encontra cultivado na horta. Neste momento tenho batatas para colher e outras em floração, ou seja, cerca de dois meses de espera. Melancias, meloas e melões pele de sapo ainda em crescimento. Pimentos em vaso porque os outros em terreno argiloso não me parecem que vão dar alguma coisa. Tomates plantados em terreno que crescem consideravelmente e uns tomateiros tumbling giros e pequeninos que encontrei numa estufa e não resisti em trazer. Brócolos e alfaces ainda com poucos dias na terra e courgettes que cresceram rápido e já começaram a produzir.
Quanto ao que já se colheu e comeu. Primeiro foram uns brócolos que demoraram quase um ano a crescer, plantas anuais efectivamente. Depois foram morangos que deram e continuam a dar, pena ser em pequenas quantidades de cada vez. Vieram batatas da variedade désiré, pequenas porque o local de cultivo não foi o indicado, mas ainda assim funcionaram bem fritas e assadas. As ervilhas eram doces e foram usadas em arrozes. O primeiro courgette tinha 800gr e espera por uma sopa ou um polme. A tília abriu as suas flores e o perfume inebriante invadiu a propriedade por estes dias e noites, aguardam agora na secagem para se experimentar em chá.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Império
Nos últimos dias criei uma mania por Martha Stewart e o seu mundo. Alguém vai dizer que a moda por esta senhora já passou há uns anos quando muito se falava dela e os seus programas passavam na televisão. Mas nessa altura eu não tinha tv cabo nem a minha cabeça andava tão virada para o campo, a agricultura e a culinária. Depois de Nigella Lawson, Mafalda Pinto Leite, Sophie Dahl, Lorraine Pascale (a next best thing de Inglaterra), tenho-me interessado pela vida e obra de Martha e a construção do seu império, que vai muito além da culinária. Martha Stewart retrata um estilo de vida que pode parecer agora um bocadinho antiquado mas que gosto muito. A vida no campo, o cultivo de produtos agrícolas, as plantas, os arranjos florais, os animais, a decoração, o artesanato e claro a culinária.
Depois de ter tirado um curso de História da Arquitectura, de ter sido modelo e de ter vendido móveis, aos 35 anos decidiu começar um negócio de catering na cave da sua casa de campo em Connecticut, a belíssima Turkey Hill. Também foi gerente de uma loja de comida gourmet e pouco depois abriu a sua própria loja. O marido era editor e graças a uma festa que Martha organizou, revelando o seu talento na cozinha, surgiu a hipótese de publicar o primeiro livro de culinária. Ao que se seguiram muitos mais na década de 80. Durante esse tempo, escreveu colunas em jornais, artigos de revistas e fez presenças em programas de televisão. Nos anos 90, surgiu a revista Martha Stewart Living da qual se tornou editora chef (em 2002 tinha uma tiragem de 2 milhões de cópias). Começou por ter um programa televisivo de meia hora semanal baseado na revista que rapidamente passou a uma hora diária. No final dos anos 90, formou a companhia Martha Stewart Living Omnimedia, que administra a sua carreira televisiva bem como todas as publicações. Nos anos seguintes viu-se envolvida num escândalo de corrupção, mas a máquina que gere a sua imagem avançou com novos projectos, livros, programas e contratos com empresas que desenvolveram produtos associados a Martha.
Recentemente pôs à venda a casa Turkey Hill cenário dos seus 34 livros. Mas mantém residências em Bedford, New York a Cantitoe Corners; a casa de verão no Maine, conhecida por Skylands e no East Hampton a Lily Pond Lane Home.
Aos 70 anos, esta dona de casa do Connecticut que se tornou numa das empresárias mais bem sucedidas do mundo é um exemplo de com algo simples, como cozinhar, tratar de plantas e hortas se pode ir muito longe.
Em Portugal também temos exemplos de Impérios que foram construídos a partir de coisas simples como a produção de vinho e café. Mas creio que hoje em dia, tirando o mundo da música, da televisão e da política, é praticamente impossível construir um império, digo, ter mais que uma casa, uma empresa, gerir uma rede de negócios, ter sucesso e lucro a partir de uma coisa tão simples, como ser bom cozinheiro, ter editado um livro, ter uma empresa de catering, inventar um cupcake, cultivar um legume raro, abrir um restaurante… Simplesmente porque há gente amais em tudo. Outros tempos digo eu. Mas não custa nada tentar.
The Apprentice: Martha Stewart(2005)
terça-feira, 17 de maio de 2011
Metamorphosis
Conheci Yolanda Soares em 2007 com o seu álbum Music Box que misturava fado e música clássica. Eu que nunca dei muita importância ao fado fiquei bem impressionado, afinal de contas eu gosto de junções musicais, inspirações em outros estilos e épocas, covers e sons do mundo. Quando se chega ao ponto de achar que está tudo inventado na música, a reinvenção e as remisturas são a solução e penso que esta década será recordada não por algo de novo mas por se ressuscitar e reinventar o passado. Mas Yolanda era muito mais que apenas música portuguesa reinventada, era também imagem, teatralidade, era todo um ambiente estudado ao pormenor, das roupas aos detalhes visuais, num verdadeiro exercício musical e de estilo pouco ou nada visto no nosso país.
Três anos depois ei-la com um novo álbum, previamente anunciado como um registo diferente do anterior, uma surpresa prometida. Uma metamorfose confirmada quando ouvidas algumas faixas que logo fizeram perceber que estava a percepcionar algo muito bom. Yolanda assumia um lado crossover e explorava os seus registos vocais que vão do ligeiro ao lírico, em fusão com influências musicais do canto gregoriano, do pop, rock e sons tridimensionais do electrónico.
Não tive oportunidade de ir aos concertos nos Coliseus, com algum lamento e revolta, pois aborrece-me que a maior parte dos acontecimentos culturais se centrem na capital. Mas saber que Yolanda ia fazer uma tournée deixou-me esperançoso. Era desta que iria viver uma experiencia musical para os sentidos e Alcobaça era a cidade alvo. Curiosamente na noite anterior a RTP 2 transmitiu os concertos dos Coliseus, o que foi um bom prelúdio.
O cine teatro era pequeno e não estava cheio. Era o primeiro dos 7 concertos. Talvez as pessoas não conheçam, afinal não é música para as massas, como gosto de dizer, é música para gostos apurados e refinados.
Quando Yolanda entrou na sala, juro que senti um perfume no ar e a dúvida colocou-se, seria mesmo da sua presença iluminada tal anjo branco de voz cristalina? A verdade é que o doce odor de vez em vez se fazia sentir, embalando as músicas que deram início ao concerto. Do primeiro álbum foram cantados alguns fados conhecidos com novas roupagens que acalmaram os ouvintes, não acusando nada do que se seguiria. Foi então que Yolanda falou para a sala e explicou o sentido do seu espectáculo e da Metamorfose musical que a partir dai iria começar.
Um instrumental electrónico dançavel invadiu a sala enquanto a artista se retirou para mudar de roupa. A partir daí o novo álbum fez-se ouvir com arranjos adaptados, pois os meios usados neste espectáculo não eram certamente os mesmos dos Coliseus. Entre canções ligeiras e baladas, a cantora exibia os seus dotes vocais, uma voz poderosa e lírica. Ora delicada a acompanhar a guitarra portuguesa, ora em surpreendente conjugação com a guitarra eléctrica, ora clássica ao som do piano, ora disputando volume com a bateria por vezes demasiado potente. Acredito que muitos se sentiram levados para uma ópera rock, um musical da Broadway, um concerto de Nightwish. Mas não, em português isto soava a algo realmente nunca feito por cá.
A energia de Yolanda era em crescente, libertou-se a cada música, circulando pela sala exteriorizando emoções e nunca esquecendo de comunicar com o público. De destacar a inteligência e a gentileza de convidar um grupo coral de crianças de Alcobaça para cantar consigo um tema. Destaque também para o guarda-roupa, tão bem vestida pelos Storytailers no seu fato de guerreira que se transforma em casta princesa, mas desta vez no sentido inverso.
Senti falta de um ecran que passasse vídeos e apontamentos audiovisuais, acho que essa componente combina com o estilo de espectáculo e só enriquecia a imagem criada em torno de Yolanda. Já lhe expressei em mensagem de facebook a necessidade de ter um vídeo, à qual me respondeu gentilmente justificando os motivos. Estou certo, caso fosse director artístico ou tivesse os meios o faria com muito agrado.
O espectáculo termina em apoteose, num verdadeiro hino á versatilidade vocal, á fusão de estilos, á multilingue, á irreverência e á qualidade. E no ar a certeza que Yolanda tem tudo para nos continuar a surpreender.
sábado, 14 de maio de 2011
Eurovision
Eu gosto do festival da canção, uma mania que não é recente e que não consigo ficar alheio. Ano após ano dou-me ao trabalho de ouvir as cada vez mais canções participantes (este ano já são 43), para depois fazer a minha selecção.
Portugal este ano ficou muito mal representado, não sei o que se passou na cabeça destes portugueses para votarem numa coisa daquelas para representar o país. Lá porque estamos em crise, revoltados com os políticos e lixados com a economia, tenham paciência mas não temos que expressar isso em tom de sarcasmo no maior evento musical da Europa. Bom, fantochadas daquelas já outros países também levaram, mas desta vez acho que fomos mesmo os únicos. Pior que a palhaçada, foi mesmo o facto de nem sequer ser uma canção! Podem-me censurar à vontade, mas digo e afirmo, uma coisa que é cantada em coro do princípio ao fim, sem um único solo, não é uma canção, é uma manifestação. E vamos nós levar ao festival uma coisa que nem sequer revela os dotes vocais de um cantor, visto ali não existir nenhum… Ora assim também eu.
Adiante que de coisas que nos representam mal não vale a pena perder muito paleio. Deixo aqui os vídeos das minhas favoritas.
Hungria
Azerbaijão
Eslováquia(Latvia)
Russia
Switzerland
Bulgária
Russia
Switzerland
Bulgária
terça-feira, 10 de maio de 2011
Oquestrada
Um ano depois, eis a vinda dos Oquestrada à minha cidade, por isso era mais que certo ir vê-los de novo. Aqui o ambiente era outro, em vez de uma praça ao ar livre cheia de populares alegremente alcoolizados na festa do vinho, o cenário era uma sala de Teatro e certamente menos público, porque as gentes desta cidade aderem pouco ao que desconhecem e lhes soa diferente. Contudo, a sala estava quase cheia com gente de todas as idades.
Os Oquestrada, tal como se entende são uma orquestra que se faz à estrada e corre o País e a Europa de lés a lés a espalhar a sua música. É um grupo constituído por músicos que fazem música de verdade e que têm prazer visível naquilo que fazem. O seu estilo não é definível num só, pois a surpresa é uma constante, se por um lado soa a música popular, por outro pode ser um fado dançável… eles definem-no como Tasca Beat. Os Oquestrada pegam em elementos do fado e da canção popular e brincam, misturando música de leste, cigana, africana, muito bem condimentada com canções que fundem o nacional castiço com o francês dos emigrantes portugueses, passando pelo crioulo que se ouve nos subúrbios de Lisboa. Uma miscelânea de sons, uma multiculturalidade que contagia logo aos primeiros acordes. Os instrumentos variam da guitarra portuguesa que se transforma num violino Russo, passando por uma bateria improvisada em forma de cadeira, uma contra-bacia que soa a Jazz e um acordeão que nos faz lembrar Paris.
As palmas propagam-se pela sala e a vontade de saltar da cadeira é muita e há mesmo quem se atreva a dançar sem pudores. O ambiente é de folia e é impossível alguém não ficar bem-disposto com tal arraial. É dificil definir este concerto e as sensações que nos desperta numa só palavra, basicamente é como se chegássemos a uma tasca de Lisboa ou fossemos conduzidos a um bailarico de verão.
O à vontade em palco é notório e o discurso de Miranda entre cada música em tom de dedicatória, toma proporções de intervenção politica com algum humor e ironia à mistura. Quem viu dois concertos percebe que há um alinhamento, um enredo estudado, ora Miranda arregaça a saia do vestido que usa em todas as actuações, ora protagoniza momentos hilariantes durante as actuações, como fazer-se de sonâmbula e trepar pelas colunas, revelando-se uma verdadeira one woman show. Todo o ambiente recria um cenário de boémia suburbana e irreverência, mas nada é forçado, eles são mesmo assim, genuínos. É esta verdade, alegria, energia em palco e fusão de universos diferentes que faz gostarmos deles instantaneamente. De uma coisa podemos ter a certeza, os Oquestrada são criativos, têm a capacidade de reinventar o popular e fazem-no com mestria.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Livros
Da Fnac de Coimbra vieram dois livros sobre jardinagem. Na compra de um ofereciam outro. Curiosamente o oferecido era mais caro do que qualquer um que se comprasse. Há promoções interessantes, não!
Para mim os livros têm que ser tipo enciclopédia, ou seja, com imagens apelativas e pouco texto. Por isso gosto tanto de livros de culinária. Mas tem que ser daqueles com fotos a cores de gulodices que só apetecem fazer e comer. Mas adiante… Algum tempo que queria ter um livro que retratasse por imagens aquilo que basicamente tenho feito este últimos meses. Uma espécie de almanaque da horta e do jardim, que ajudasse em teoria e ideias àquilo que se tem andado a fazer no terreno. Hortas e Jardins – Ideias simples para bons resultados e Plantas e Flores de Jardim - Guia de A-Z. Com estas duas bíblias não posso estar melhor equipado. E já serviu para tirar umas ideias e impulsionar mãos á obra num Domingo de jardinagem.
domingo, 1 de maio de 2011
Coimbra
Sábado começou com uma pergunta. Onde vamos hoje? A escolha foi Coimbra. Uma óptima alternativa à Capital. Quiçá até uma opção melhor, visto não se pagar pela deslocação e ter praticamente os mesmos pontos de interesse para um passeio de lazer. Arrisco a dizer que nos últimos anos Coimbra cresceu de tal modo que se transformou numa segunda Lisboa. Tem aquilo que mais gosto quando me apetece sair da terrinha, ou seja, shoppings, lojas diversas, comidinha diferente, gente por todo lado e boas vistas. Apenas não tem aquela noite louca de Bairro Alto, mas eu também já não ando a sair com esse objectivo.
Um dos propósitos do passeio era comprar alguma roupa, pois voltei de mãos abanar. Ultimamente tem sido assim. Nunca fui de gastar muito dinheiro em roupa, mas sempre acabava por trazer algo para encher o armário. Agora cada vez compro menos e às vezes acabo por andar com roupas que já têm 15 anos, a sério! Pronto já deixei mais uns quantos chocados, mas como um amigo meu diz, não é velho, é vintage! Não sou fashion, não me aperalto, não visto as últimas tendências e estou-me a borrifar para isso. Às vezes penso que gostava de ter um estilo, uma imagem de marca, ou como alguns conseguem, mudar de visual consoante os ambientes ou as fases da vida. Na minha mente, neste momento andaria de branco, beje e chaqui, calça arregaçada, mocassins e chapéu de palha.
Curiosamente um dos looks deste Verão para eles e para elas. O regresso da tendência natural, do passeio pelo campo, ligeiramente folk/hippie, do ambiente á beira-rio, dos tons claros a lembrar o navy, o propositadamente despreocupado, o chamado homeless chic. Acho que é aqui que este vídeo se encaixa na perfeição.
Curiosamente um dos looks deste Verão para eles e para elas. O regresso da tendência natural, do passeio pelo campo, ligeiramente folk/hippie, do ambiente á beira-rio, dos tons claros a lembrar o navy, o propositadamente despreocupado, o chamado homeless chic. Acho que é aqui que este vídeo se encaixa na perfeição.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Novidade
Muitas coisas se passaram nesta semana. Domingo, foi de Páscoa. Dei almoço para a família aqui em casa. Segunda-feira de feriado e um dia cheio de sol, foi a vez de dar um jantar para amigos, como há muito não fazia. Acho que começo a tomar o gosto de abrir as portas de casa, receber pessoas e preparar refeições comunitárias. Com tudo finalmente mais composto, sente-se outro ânimo em mostrar o ambiente que se vive neste casa e em seu redor.
Terça-feira foi o regresso ao trabalho... Eu não disse, mas estive de férias. Enquanto uns vão para o Algarve, eu admito que nada fiz durante praticamente duas semanas. Na primeira o sol tórrido reinou, na seguinte foi a chuva, conclusão, o melhor de tudo foi mesmo deitar a horas impróprias e levantar sempre depois do meio-dia, tomar conta da cozinha como habitual e fazer algumas tarefas na rua quando o tempo permitia. Mas este regresso à rotina, com um ambiente de Verão, teve o gosto de um prolongar de férias. Chegada a sexta-feira, a chuva voltou a dar ares de sua graça.
A banda sonora desta semana não podia deixar de ser uma novidade. Posso parecer muito tradicional, mas também gosto de novidades, das últimas tendências, do próximo grito, do que está para vir. Nos últimos tempos, Lady Gaga tem sido sempre a novidade. Mesmo quando está a ser apenas uma continuação de Madonna, consegue por algo de novo no que faz, no que veste e em si mesma.
domingo, 24 de abril de 2011
Olhos
Aqueles olhos. Antes de qualquer outra coisa, foram aqueles grandes olhos de um castanho profundo que me paralisaram. Não há nenhuma outra cor que me transmita sensações, era incapaz de me interessar por alguém que não tivesse olhos castanhos. Lembrei-me agora, tive uma má experiencia com uns olhos indefinidos entre o verde e o azul, daí o meu repudio e descrença total. Mas este olhar em concreto que tanto me diz, muito mais que o corpo ou outros detalhes atractivos, tem algo de doce e de obscuro. Terrível não! Mas atraí como um íman e ao mesmo tempo provoca-me receio, receio de tudo, também de mim mesmo. Este quer e não quer, este pode mas não faz que tanto me caracteriza, mais uma vez se reflecte nesta situação. Já me dei conta que estou perante aquelas oportunidades únicas na vida… e como sempre não a vou aproveitar. Está visto, não aprendi nada até agora! A prova é que estou consciente que isto não vai durar para sempre e vou perder a oportunidade mais tarde ou mais cedo. Mas eu tenho os meus motivos. Há sempre alguma coisa que me faz adiar as coisas, recusar boas oportunidades e pessoas que aparecem. Mas os meus actos dizem uma coisa, reflectem desinteresse e frieza, contudo não é o que realmente sinto. Esses olhos castanhos onde vejo algum abandono e carência de afectos, fazem-me querer quebrar as regras. Mas eu estou numa situação confortável e não me tem apetecido sair dela, da minha zona de conforto. Sair daqui é arriscar, é enfrentar o desconhecido, passar por situações como as que vivi no passado e não quero sentir mais. Aqui estou protegido. Tenho tudo o que quero e preciso. Bom, quase tudo!
Desde que vi o trailer do filme Red Riding Hood, com os primeiros acordes deste The Wolf de Fever Ray que o meu espírito augurou algo de bom. A música não desiludiu, misteriosa, sinistra q.b., consegue nos transportar para uma outra dimensão, o filme idem aspas. Tem aquela atmosfera que eu gosto, entre a sedução e o calafrio, o conto de fantasia com toques obscuros. Todo um ambiente de dúvida, incerteza e receio, que tanto me faz lembrar aquele olhar.
Cenas do filme "Red Riding Hood"
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Chuva
Está mais do que comprovado, os meteorologistas não se enganam. Aguardava-se chuva para esta semana, mas até á pouco o dia esteve impecavelmente solarengo. Depois das 17h as nuvens começaram a reunir-se, depois a escurecer, aos poucos trovejou e às 18h30 a chuva chegou. Eu gosto de chuva. Principalmente quando vem assim para aliviar a carga de calor que existe na atmosfera e deixar no ar um cheiro a terra molhada. Tem algo de bênção da natureza. A terra e as plantas já estavam a precisar e nós também já precisávamos de um intervalo nas regas. Se vier uma boa chuvada ou se manter por um dia ou dois é suficiente para saciar os terrenos e as plantações continuarem no seu processo de crescimento. Também eu cresci ao som de uma balada que fala de chuva e de amor.
domingo, 17 de abril de 2011
Shelter
5 da manhã e ainda estou no computador. Lá fora os galos já cantam, aqui dentro uma música é ouvida pela milésima vez. Descobria-a esta noite no filme “I am number four”, fiquei automaticamente seduzido com este sussurrar doce e palavras cheias de significado. Depressa descobri que era XX – Shelter. Lembrei-me logo daquela pessoa que á uns tempos me disse gostar deste grupo. Impulsivamente enviei lhe mensagem... Apesar de já não te lembrares de mim, dedico-te a.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Morangos
Quando chega a Primavera também chegam os morangos. É lindo de ver os primeiros nas bancas do supermercado, vermelhos garridos depois de um Inverno cinzentão. Mas não deixo de pensar que se ali estão a estrear e a preço ofensivo é porque provem de estufas e sabe-se lá como atingiram tal magnitude tão pouco natural. Mas depressa esqueço, a cor e o cheiro apelam e a imaginação culinária quer criar. Conforme surgem em maior quantidade o preço baixa e consegue-se encher o frigorifico com facilidade. Já me fartei de come-los ao natural, com açúcar e em doces vários(ahh esclareço desde já que os da foto foram preparados por mim, no entanto isto não pretende ser um blog de culinária OK… mas irei falar muitas vezes de comida, essa coisa maravilhosa).
Finalmente os morangos que tinha plantado deram flor e agora fruto. Não são grandes como os do supermercado, são miúdos, escarlates, sabem a morangos de verdade e são 100% biológicos.
domingo, 10 de abril de 2011
Calor
Não devíamos estar na Primavera? Que calor veraneano é este em pleno Abril? Parece que passámos do frio gélido para o calor extremo, sem passar pelo meio termo.
Os casacos já não são tolerados logo pela manhã e em vez das roupas de meia estação, passou-se imediatamente às mangas curtas, calções e chinelos. É arrumar as roupas de Inverno e pendurar as de Verão, o roupeiro deixa as cores monótonas e enchesse de cor.
Com o tempo assim começasse logo a pensar em praia e em férias. E há quem passe dos pensamentos aos actos. Por mim, fico-me pelas palavras porque os fins de semana têm sido ocupados com tarefas caseiras. Pinturas, limpezas, plantações e jardinagens.
Abril chegou e como previa, a Tília numa semana passou do nada para o germinar das folhas. Mais uma semana e ficará totalmente preenchida e cheia de sombra. As obras no alpendre finalmente terminaram. O baloiço já está posto e o primeiro almoço familiar desta estação aconteceu no sábado.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
90's
No embalo do que escrevi no post anterior e ter recordado os anos 90, senti-me impelido a vasculhar a pasta das músicas dessa época. Por vezes faz bem ir aos baús e recordar o passado, porque há músicas que não passam de moda e há pensamentos e sensações que revivemos com elas. Com a entrada numa nova década, os 90’s ficaram a uma distância de 20 anos o que provavelmente vai levar a um revivalismo de toda a sua ambiência. Tal como havia acontecido com os anos 80 que até agora têm servido de inspiração para músicas e modas.
A minha adolescência foi vivida nos anos 90 mas não os recordo como tempos kitsh, pois foram muito mais contidos que os anos 80. A cultura jovem foi muito diversificada e ramificou-se em tribos num universo social muito diverso. A expressão estava nas roupas, nas tatuagens, piercing, consumo de drogas, nos diversos estilos musicais e no sexo na adolescência. Todos procuravam uma identidade própria ou um grupo social com que se identificassem, procurando assim uma imagem pessoal e única. Eram os primórdios da individualização da imagem.
Recordo a moda muito mais sóbria e monocromática, com o preto e o branco a reinar tanto na roupa como nas publicidades e clips de música. Procurava-se algo intemporal, algo para a posteridade, que não passasse de moda e que só estas cores conseguem transmitir. Ainda não tinham surgido as lojas de roupa de massas e a Levis imperava como grande marca de calças. Inspirados pelo estilo hippie, rasgavam-se gangas ou manchavam-se com lixívia. Também se ressuscitaram as boca-de-sino que perduraram muitos anos e que eu usei e abusei. Numa vertente mais rock/grunge (estilo musical em voga) usavam-se calças elásticas e camisas de flanela aos quadrados. Calçavam-se botas Dr. Martens, sapatilhas All Stars rotas e usadas até mais não, que contrapunham às Adidas brancas Stan Smith. Os sacos a tiracolo usavam-se em vez das tradicionais mochilas e os discman ultrapassaram os walkman. Tudo isto e muito mais se pode encontrar neste site que mostra o retorno dos 90's na moda urbana actual http://fashiongrunge.com/
Nos cabelos, durante os primeiros anos, predominou o corte à tigela para os rapazes e poupas enormes empestadas de gel para ambos. Por outro lado cabelos lisos e longos com grande influência de Kurt Cobain.
O rock, o grunge, o pop, o disco, todos os estilos musicais eram ouvidos. Deixo aqui algumas músicas que retratam esse tempo e que ainda hoje não consigo deixar de ouvir.
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