quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Moeda de Troika


O programa Moeda de Troika também terminou, do qual fui fiel espectador, seguindo atentamente os faits divers de Herman, Rita e Ana. Foram mais as divagações e as polémicas do costume, do que o aprofundar de temas políticos e financeiros atuais, sentindo-se nos últimos programas um crivo nas opiniões, quando ainda pairava no ar a esperança de continuar com o programa, mas as audiências e outros interesses ditaram o seu fim.
Mais que um debate corrosivo (deixem isso para o Eixo do Mal), foi um abrir portas aos gostos pessoais deste trio inesperado. Ficámos a saber que Ana Mesquita já fez de tudo, já esteve em todo lado e já conheceu toda a gente, assim tipo aquelas pessoas que têm fobia de se sentirem inferiorizadas, e dela mantenho a minha opinião inicial: uma carinha laroca que faz pela vida, que a aproveita bem, que beneficia dos privilégios que o mundo publicitário proporciona às gentes da imprensa e da moda, que não sendo fútil, muito o aparenta. Quem me surpreendeu mesmo foi Rita Ferro, tanto pela negativa como pela positiva: como é que uma assumida admiradora de peles verdadeiras, uma seduzida por elementos da vida política verdadeiramente condenáveis, pode ao mesmo tempo ser tão “senhora do bairro”, daquelas que se queixam dos problemas monetários, das leis e dos governos. Tinha dela uma opinião inicial não muito fomentada: uma cara estranha e pouco televisiva que escreve livros, mas fiquei a considera-la muitíssimo humana e capaz de se colocar no lugar do cidadão comum. Quanto a Herman nada de novo a acrescentar, na cultura geral e no mundo do show bizz poucos o batem, mas o ar de vedette continua lá, embora amaciado pelas dificuldades atuais que a crise a todos atinge.
Por agora o entretenimento televisivo prossegue com o Face Off na Sic Radical e o Work of Art na Sic Mulher. Os programas de culinária estão em fase de repeat e as grandes séries terminaram temporadas. Esperemos pelo Outono.

2 comentários:

Zé da Trouxa disse...

Olá!

Realmente esta crítica é bem mais soft do que a minha. Para dizer a verdade este trio não me inspira. Já fui fã do herman, mas ele deixou-se cair pelo facilíssimo e pelo cultivo da graxa, e para mim foi o fim.

Diário da Actualidade disse...

Eu admito que gostava do conceito do programa, embora a Ana Mesquita me irrite solenemente, com aquela mania de que percebe de tudo e de interromper os outros. De Rita Ferro sou suspeito, porque mesmo antes do programa gostava dela e mesmo com a desilusão das peles, continuo a admira-la. O Herman continua sempre um excelente comunicador, mas o seu ar de vedeta viajada, está presente. Adoro o Work of Art a minha favorita é a Lola !!